sábado, 2 de junho de 2012

Porque eu acredito



            Às vezes quando me vejo na beira no abismo, com problemas do cotidiano, e a grande maioria eu sozinho não sou capaz de resolver, eu me pergunto por que não pulo, porque não desisto, porque eu não me tornei mais um cara sem perspectiva de vida, tendo a total falta de apoio social que tive e tenho para prosseguir, seria tão mais fácil seguir o fluxo, ou desistir de viver, mas ousadamente ou não, sei lá, persisto em dar mais um passo e por quê?
            Por que os homens ainda lutam quando a grande maioria persiste em seguir o fluxo do que estar posto, quando elas preferem agir como maquinas programada a uma determinada função pratica, no nosso caso viver, trabalhar ou explorar e morrer. Hoje os homens não acreditam num porvir, acredita no agora, isso quando não se apoiam no deus que virá resgata-las, e assim prosseguem, afinal é mais fácil viver sem perspectivas, esperanças ou fé na vida material é menos doloroso, saber que a vida é assim mesmo e não tem jeito, como assim afirmam o mundo capitalista, ou acreditar que só um salvador vindo não sei de onde irá nos resgatar e com isso aceitar o mundo tal como se nos dá, nos anestesia.
            Ora acabei de perceber por que persisto, porque fui cristão,porque entrei para a faculdade quando grande parte dos meu colegas se tornaram operários pro não acreditarem que eles serviam para a universidade, porque fui monarquista, é pode acreditar (srsr), e por que hoje sou comunista, porque eu acredito no porvir. Um dia acreditei que deus iria resolver o problema dos homens, mas percebi que não, por alguns aspectos: ou ele não pode, ou ele não quer, ou ele não existe; Um dia acreditei que o rei, no caso do Brasil o imperador, iria melhorar as coisas e assim poderíamos prosseguir na nossa marcha rumo ao desconhecido, mas não, o rei é só um homem e apesar do poder ideológico percebi que forças maiores o podia controlar; Então encontrei dentro do humanismo a maneira de poder lutar pela causa do homem, ao contrario do que dizem e também que fizemos, a esquerda é antes de tudo humanista por essência e se não for não há porque existir, Jacobinos, Socialistas utópicos, comunistas, anarquistas, cristãos libertários, e porque eu optei por eles porque assim como eles eu acredito na causa do homem.
            Sendo assim eu continuo minha jornada na minha auto construção a procura de um dia poder contribuir melhor para o seres humanos  e junto com eles podermos construir um amanhã, sem exploração mercantil, onde possamos ser livres para termos as mesmas oportunidades e se errarmos que seja pelas nossas escolhas, continuarei buscando aquilo que por hora é minha razão de viver o bem estar do meu semelhante, pois sem esse ideal que me guia eu não vejo razão para viver.
RNC

sábado, 12 de maio de 2012

Oportunidade, Individualismo e Caos Urbano


     Ao caminhar pela grande São Paulo, eu que trabalho em Carapicuíba estudo em Guarulhos e moro em Osasco logo preciso atravessar parte da região metropolitana, percebo como ela é cortada por grandes avenidas, pontes e viadutos, além da marginal Tietê sempre passo vejo o quanto elas estão abarrotadas de carros com uma pessoa só dentro, eu que faço uso de transporte coletivo esses sempre lotados e lentos, haja vista os trens da CPTM, em péssimas condições de uso, além de caros, me faz questionar três fatos, 1º por que as pessoas ainda permanecem nas grandes cidades? 2º Por que as pessoas vivendo nesse caos urbano ainda querem carros, e pior vão trabalhar com ele?   E por ultimo e 3º por que as políticas públicas se dão para o investimento automobilístico?
            A primeira questão se dar por uma questão de oportunidade ainda hoje cidades como São Paulo, Guarulhos e Osasco, entre outras claro, estão entre os maiores PIBs do Brasil, o capital está concentrado nessas cidades e, apesar disso começar a mudar na ultima década com os investimentos no agronegócio para o centro-norte do País¹, o fato é que ainda essas cidade são polos de oportunidades e viver nesse conglomerado de gente ainda é mais “libertador” do que viver no campo, as cidades ainda são um refúgio econômico para um campo assassino, típico de sociedades capitalistas onde o êxodo rural foi comum para o desenvolvimento do capital, porém repensar essa locomoção de humanos é algo que, não sei se é interessante ao capital, é cabal para diminuir as populações nessas metrópoles.
            A segunda questão se pauta por uma lógica sistêmica que todos nós sabemos por mais que alguns não admitam que a lógica do lucro é desumanizadora quando ela faz com que os produtores comprem aquilo que eles mesmo produziram, e pior eles sentem prazer nesse consumo além do status social claro, comprar um carro, assim colocam os propagandistas capitalistas que em nada se diferenciam dos propagandistas do nazismo, é ser “O cara” o “descolado”, não estou dizendo que um automóvel não seja útil, porém em uma cidade caótica como São Paulo ir trabalhar de carro é burrice, a desculpas dos motoristas é que o transporte público é impraticável e que dentro de um carro mesmo parado por horas, ele ta sozinho sem gente o apertando, então ele prefere o conforto do carro dele ao invés do aperto de um transporte coletivo. A mentalidade consumista é contraditória com o bem estar urbano, o estado burguês dos ultimo 20 anos no Brasil elevou o consumo do brasileiro, o que de certa forma não é ruim afinal é único meio de você conseguir crescer nesse sistema, porém esse neoliberalismo tosco e desumano levou nosso país a vender tudo ao capital estrangeiro isso quando não dá dinheiro público pra burguês nacional comprar, mas enfim, o fato é que só se compra mais carro por uma questão consumista que ou agente aprende ou continuaremos matando pessoas no estresse desses trânsitos de maneira sádica.
            A terceira é consequência de um estado burguês e pior colonial, que trás em si o vicio elitista e malévolo das oligarquias que ainda estão por aí, que leva as políticas públicas a atender os interesses da classe dominante que no nosso caso é mais internacional do que nacional, Mészáros diz que:
As “necessidades políticas da classe dominante fundamental” são os interesses da burguesia como um todo, ao passo que as necessidades econômicas da produção têm uma relação muito mais direta com interesses dos capitalistas individuais. (MÉSZAROS, István. A teoria da alienação em Marx. São Paulo: Boitempo.)
            O estado brasileiro além de estar desindustrializando o país está seguindo uma cartilha internacional cabal para os interesses da burguesia internacional e, por isso, o Brasil não entra na crise por estar consumindo e essa ilusão de progesso vai em contra partida sos trabalhadores que fazem uso do transporte coletivo nas cidades e essa matriz de transporte brasileiro está falida² nós não temos mais condições de continuar sufocando o transporte coletivo que já não é público por também estar nas mãos da burguesia o que explica as altas passagens nas cidades grandes, eu o convido se um dia estiver em São Paulo a andar de ônibus ou pegar um trem da CPTM ou mesmo um metrô no horário de pico, e verás o caos, eu estou dando o exemplo de São Paulo, mas isso, talvez, seja características de grandes pelo mundo, os estado burguese não preza o bem estar humano prezam pelo lucro da classe dominante, e no caso do Brasil é muito pior pois temos uma elite desumana anti-povo, e uma classe média que ojeriza pobre e anda de carro, não esperem que o estado seja ele nacional, estadual ou municipal façam investimentos nisso, porque para investir o estado precisa estar em sintonia com as classes menos favorecidas e para isso é preciso uma pressão popular, o nosso estado existe para a burguesia, estamos vendo alguns investimento em consequência da copa do Mundo de 2014, ela vai dar lucro ao Brasil, vai trazer investimentos e as cidades que serão agraciadas receberão esse investimento, afinal o estado não é para nós, e enquanto o problema do transporte coletivo não for o problemas de todos o estado não vai se importar com isso.
            Mediante esse fato urge a necessidade da luta, não a luta armada, mas a luta no mínimo, por enquanto pelo meio do sistema lutar por medidas de caráter social, o estado brasileiro ainda atende um demanda elitista e burguesa, não atende uma demanda emancipatória, mas uma demanda servilista, não tenho visto nenhum projeto onde a emancipação humana se dê de maneira real, pelo contrário vejo continuidades de um modelo que apesar de falido, aliás falido para os pobre, se perpetua, a política está nas mãos de empresários que demandam mais ao lucro do que propriamente ao bem estar de seus semelhantes, os trabalhadores devem repensar sua posição e ver que eles estão sendo usados por partidos que jura ser dos trabalhadores, mas tem praticas burguesas, urge a nós trabalhadores tomar a realidade como nossa e lutar, mas infelizmente não vejo possibilidades dessa reação por enquanto no Brasil, estamos ludibriados com o ouro de tolo do “Progressismo” Burguês, acreditando que essas medidas reformistas serão benéficas, resta-me esperar e torcer para que a classe trabalhadora volte a ver-se como servos que se matam nas grandes cidades com seus trânsitos exorbitantes e com a falta de repeito ao humano sempre cedentes.
RNC
¹-DUCROQUET.Marcelo Soares Simon. Tordesilhas, A nova Fronteira. Folha de São Paulo: 22/04/2012.
²-O progresso recente do Brasil se aproxima da encruzilhada. Le Monde Diplomatique Brasil. Maio de 2012.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O dínamo da revolução


        Sou frustrado com a arrogância revolucionária das correntes marxista pelo mundo no século XX e como elas se elitizaram com suas burocracias e dogmatismo religiosos dúbios deturpando a vontade popular a mais uma das muitas ideologias opressoras, além do anti-marxismo anarquista tão infantil quanto os “religiosos marxistas” que com suas divergências deixaram de lado suas metas de libertar o homem do julgo burguês para se tornar meras “divergências de botecos”, hoje mediante ao fracasso do leninismo e do maoismo que se tornaram meros veiculo de dominação, se tornando mais massacrador ao homem do que mesmo o estado burguês. Acredito que seja hora repensarmos onde as esquerdas erraram. O mundo em crise e a esquerda não soube dar a devida resposta à sede por mudanças sociais mostrando-se ideologicamente dominada, diante disso com quem está a revolução?
            Diante dessa pergunta devemos olhar para o século XIX na I internacional e como o anarquismo e comunismo, juntos tinham uma meta o bem estar da classe trabalhadora que só viria com derrocada da classe dominante, mas as divergências ideológicas e também as vaidades levaram ao rompimento dessas correntes. O estado burocrático socialista foi tão ineficaz para libertar o homem no século XX que muitos sequer consideram isso socialismo, a vanguarda tão louvada por Lênin se mostrou ineficaz tornaram meros apóstolos de um partido que mais se parecia com uma religião com decisões dogmáticas que alteraram o mundo deturpando os movimento sociais e dando ênfase as criticas burguesas, os homens tinham guias na esquerda e para completar surge o “Papa” Stalin emerge o homem que colocou redias na revolução.
            Nem vou falar desse déspota que é tão medíocre quanto Hitler e Mussolini, a revolução foi aniquilada no mundo inteiro, todas as revoltas populares deveriam contar com a orientação de moscou que se colocou como “Roma” para o mundo revolucionário do século XX, alguns discordaram, e mesmo Mao discordando a revolução chinesa caiu também na armadilha da burocracia, até hoje a maioria dos partidos de esquerda conta com isso, mesmo os reformistas veem a burocracia como sistema viável para domínio e o partido como grande guia dos homens, mas estão errados.
            Tanto Marx quanto Bakunin tinham algo em comum viam o poder popular como veiculo da mudança, mas estavam errados, ambos, em alguns pontos, Bakunin estava certo ao criticar o que viria a se tornar o estado na mão de operários e Marx estava certo ao ver que não se pode romper de cara com o estado, logo devemos perceber como ambas as ideias se compõem uma pode complementar a outra reciprocamente, e porque? Ambos contam com o povo para a mudança, é do povo apenas do povo que deve emergir a sede de mudança e não de alguns, vanguarda é autoritarismo intelectual, quando eu permito que alguns tidos como revolucionários tomem decisões pelo povo eu deixo de contar com o dínamo da realidade o homem. 
            Anarquistas e comunistas, materialistas e idealistas precisam se unir por uma causa o bem estar do homem ele é a meta de nossa ciência de nossa arte, de nosso viver, e não pode continuar sendo tratado como burro de carga da classe dominante servindo ao lucro alheio, precisamos nos unir em prol e com a humanidade para a mudança, e deixar de lado as vaidades, afinal quem detém a revolução são os trabalhadores, não se enganem a revolução leva tempo, muito tempo, mas não esqueçam uma revolução dar errado quando ela deixa de contar com os trabalhadores, e eles não devem permitir “salvadores”, isso não existe o que há são ações que podem dar errado, mas que seja um erro geral e não por causa do despotismo de um “salvador”.  
            Portanto acredito na revolução sim, pois acredito na ação do homem na realidade e sei que juntos podemos muita coisas, mas não podemos permitir que alguns tidos como vanguarda ou mesmo o fator revolucionário decidam por nós, o dínamo da vida são os trabalhadores, mas o poder é de todos para todos e por todos, deixem as vaidades de lado e olhem para as mazelas das classes menos favorecidas e juntos independente de nossas divergências tenhamos como meta os homens e seu bem estar, mas enquanto esse sistema girar as vidas serão coisas e as coisas serão vidas.

domingo, 25 de dezembro de 2011

A sociabilidade moderna


Datas como essas nos unem num ideal de amor de paz e fundamentalmente de sociabilidade, demonstrando que é possível os homens serem melhores que são hoje, tenhamos cuidado para não sermos demagogos sendo medíocre e individualista o ano inteiro e em datas como essas, venhamos a nos “redimir” de nossas falhas enquanto ser humano, mas não é isso que quero dar ênfase nesse texto quero mostra como a sociabilidade humana é maior do que o trabalho humano, sem a sociabilidade de nada servirá o pleno desenvolvimento do trabalho humano, o atual sistema faz uso do trabalho, mas evita por exemplo a sociabilidade por saber que no dia em que os trabalhadores se unirem, e isso é sociabilidade, a lógica do lucro irá ruir,  mas o que sociabilidade?

Sociabilidade é capacidade humana de se humanizar na convivência com o outro aprendendo e ensinando formando assim à sociedade como a conhecemos, Marx declara que sociabilidade é:

“A sociedade não é constituída de indivíduos, mas exprime a soma dos nexos, das relações nas quais estes indivíduos existem uns para os outros. Como alguém dizia: do ponto de vista da sociedade, não existem nem escravos nem citizens, são todos homens. Muito ao contrário, fora da sociedade é que eles não o são. Escravo e citizen são determinações sociais, nexos dos homens A e B. O homem não é enquanto tal escravo. Ele é escravo na e pela sociedade.” (Marx, APUDE, ALVES, A. J. Lopes. A individualidade moderna nos Grudrisse, UFMG)

            Ou seja, aprendemos a sermos homens quando nos relacionamos uns com outros, entretanto a modernidade tem dado ênfase à individualidade, gerando pessoas individualistas, e mesmo as lutas sociais se prende ao individuo e sua classe, mas estão errados é na união das forças produtivas que iremos sair da bestialidade que é viver na modernidade, assim como a consciência de que as forças produtivas devem ser democratizadas a todos, para que as oportunidades sejam iguais para que aí vejamos a meritocracia reinar de fato em nossa espécie e não a plutocracia como temos visto, entretanto tudo isso só irá emergir para a realidade quando a sociabilidade humana for levada a sério.

            Tenho me preocupado e sofrido com a superficialidade das relações humanas, as redes sociais demonstram uma popularidade que aparenta que os seres humanos estão mais sociáveis o que eu duvido os homens estão cada dia mais distantes, as amizades tem se pautado em uma vivencia medíocre e fingida de palavras onde internautas juram que aquilo é amizade, mesmo na realidade as relações humanas tem sido cada vez mais fragilizadas, infelizmente os homens ainda continuam a lutar cada por si, se perceber que só unido os homens poderão transcender.

            Porém relações superficiais não nos conduzirão a nada, apenas a uma realidade aparente de união, e a uma mediocrização dos nossos valores, onde um precisa fingir para o outro para conviver, isso está errado se eu preciso fingir para conviver com o outro ou mesmo com aparentes amigos, e só dessa maneira eles estarão ao meu lado quero ficar sozinho, a sociabilidade moderna não serve para nos humanizarmos, mas ao contrário serve para nos desumanizarmos fazendo de nós não muito diferente da nobreza e suas praticas fingidas na corte onde ser falso era parte da etiqueta, por exemplo, para fingir aquilo que não somos, conviver não é isso está errado o mundo está vivendo de maneira estúpida e podre.

            Ora, se é na minha individualidade que o outro se constrói assim como a individualidade do outro me humaniza e nesse conflito do existir nos formamos deixando de lado algumas praticas e adquirindo outras, fingir sermos o que não somos e dizer coisas que não acreditamos são praticas desumanas, mesmo que sejamos politicamente incorretos precisamos “SER” e com isso certamente vamos aprender e reconhecer nossos erros enquanto seres inacabados que é o que somos, entretanto enquanto continuarmos a mantermos relações superficiais de amizades nunca humanizaremos o outro e muito menos nos humanizaremos.

            É preciso que haja valores nos relacionamentos humanos tais como amor, que é a capacidade de aceitar o outro como ele é; Verdade, uma amizade pautada na mentira é muito triste a verdade precisa ser um baluarte em nossas vidas o que se ouve por aí é que nem tudo deve ser dito, nós crescemos com a lógica do mentir para proteger, que lógica absurda e tola; Dedicação, os relacionamentos estão sendo formados por algo tão trivial de “Oi e Txau”, mas quando de fato precisamos de um ombro amigo poucos estarão lá isso não é amizade, há um versículo na bíblia que gosto muito que diz mais ou menos assim “Não é bom que andemos sós, estando dois quando um cair outro o levantará” isso é amizade.
           
           Sendo assim proponho rever nossas relações mais íntimas ou que acreditamos serem elas as mais íntima, e se questione de fato sou amigo, sou sociável, sou companheiro? E depois mude isso tenho certeza que nós poderemos mudar esse quadro, e como o apostolo Paulo disse “Não vos conformeis com este mundo mais transformai pelo poder do vosso entendimento” Ele falava de um mundo de pecado eu falo de mundo onde o lucro e o eu se sobressai sobre nossas relações, afinal eu preciso de você como você precisa da minha pessoa, juntos podemos muita coisa.   

domingo, 11 de dezembro de 2011

RAZÃO DE EXISTIR

Razão para existir, é como início esse texto. Nas ultimas Três décadas a humanidade tem vivido sob o regime neoliberal, a palavra globalização tem sido usada de maneira leviana para impor a lógica desumana do lucro e com isso os valores de nossa espécie tem sido expurgado assim como suas tradições, sob a pecha da globalização, entretanto a “nova era” nada mais foi do que mais um valor que os defensores da lógica do ter se apropriaram para sutilmente lucrar com os valores humanos, os homens tem se deixado seduzir por essa lógica, um mundo nunca foi tão individualista como hoje as pessoas só pensam em ter, lucrar, tirar vantagem e o sistema aguça a cobiça humana de maneira tal que o ato de explorar o semelhante nunca foi cruel como na modernidade, mediante a essa realidade eu te pergunto você já parou para pensar por quê você existe?

            Será possível que nossa espécie só exista para servir e outro para explorar, somos tão primitivos assim que conseguimos levar cosmonautas ao espaço e não conseguimos acabar com a fome, ou isso é fruto de nossa capacidade de desumanidade? Em pleno século 21, aonde as forças produtivas chegou ao ápice nossos semelhantes ainda passam fome, enquanto alguns não trabalham e ganham rios de dinheiro, afinal sua pratica parasita é preciso ao sistema, outros que trabalham ganham misérias, os homens são cada vez menos humano e mais econômico vivemos para ganhar dinheiro, sem o qual não conseguimos transcender nesse sistema, a única maneira de você meu amigo ser grande é explorando o outro e há quem louve isso, eu me pergunto é para isso que existimos?

            Alguns idealistas, o idealismo ao qual me refiro é o idealismo filosófico, dizem que não existimos por acaso que o criador nos deu vida para algo, mas muitos dos idealistas comungam com a lógica abominável do lucro, o Deus dos idealistas é um Deus contraditório, diz que estamos aqui para algo, mas não critica a forma expurgatória de produção, alguns dos representantes deles, até defendem o sistema assim como a propriedade privada, desculpem, mas seu Deus é muito contraditório ou vocês o representam muito mal.

            Perdoem-me, mas não aceito isso. Nós homens, espécie que ao longo de milênios fomos aprendendo um com outro, estamos preferindo destruir nossos semelhantes ao invés de lutar por eles e dar-lhes condições de uma vida melhor, ao ponto da grande maioria de nós preferirmos matar os excluídos da sociedade afinal eles sujam a paisagem, ao invés de libertá-los. Dormimos, acordamos,comemos, trabalhamos e reproduzimos sem nem ao menos pensar o mundo do qual nós fazemos parte, afinal é mais fácil ser feliz fingir que tudo está bem assistir o lixo televisivo, a critica superficial dos teles jornais, reclamar dos políticos e depois se conformar afinal todos roubam mesmo, e depois voltar ao ciclo dormir, acordar,comer, trabalhar e reproduzir.

            Eu tenho esperança que um dia os homens, pararão de olhar para seus umbigos enormes e sedentos por acumular e perceberão que só juntos poderemos ascender na luta de todos por todos, eu realmente acredito que no dia em que os homens domarem os sedentos por ter e ser, certamente começaremos a construir um mundo mais solidário, onde alguém não será avaliado pelo seu poder econômico, mas pelos valores que a humanidade construiu honra, lealdade, perseverança, respeito e amor, que na verdade é sociabilidade o principio Maximo de nossa existência,bem maior do que o trabalho, pois se é no trabalho que homem modifica a natureza em seu favor , é na sociabilidade que ele aprende a ser humano.

            Sendo assim eu concluo dizendo que não sei qual a razão da humanidade existir, pode Ser que os idealistas estejam certos e nós estamos por vontade do Criador, pode ser que os materialistas estejam certos também e somos frutos do desenvolvimento da natureza,ou seja, o acaso mas tenho certeza que a única maneira de sabermos porque existimos é vivendo, e hoje o que vejo são seres que vivem como amebas dormem, comem,trabalham, reproduzem e morrem e desse jeito nunca descobriremos nossa real razão de existir, tenhamos esperança para que a era dos homens não seja uma era perdida como está sendo.           

sábado, 19 de novembro de 2011

NOS PERDOE JOSUÉ DE CASTRO

 
Tenho lido, em consequência do meu TCC, coisas sobre Josué de Castro e tenho que agradecer ao meu professor Henri de Carvalho por ter me falado desse grande brasileiro e pernambucano, como Chico Science eu nunca ouvi falar de Castro na escola ou na Televisão brasileira, apenas depois de adulto e ainda na universidade, e nesse processo de conhecimento desse, que talvez esteja entre os grandes intelectuais do Brasil e do mundo o que mais me frustra enquanto cidadão brasileiro foi o crime que cometeram com ele quando o exilaram.
            Josué de Castro foi um dos intelectuais que mostrou primeiro, há fome no Brasil, segundo não usou a ciência para se agachar as classes dominantes ou em beneficio próprio, ao contrário militou ciência e com uma ideologia só o bem estar humano diferente de alguns cientistas que usa seu conhecimento apenas para enriquecer a si e a seu senhor, terceiro enfrentou e demonstrou em suas obras que a fome no mundo é um problema de deficiência do sistema econômico não tendo nada haver com clima, quarto além da militância cientifica militou politicamente e socialmente, nunca foi um homem que fez a revolução apenas nos círculos de amizade, mas justamente ao contrário militou de maneira enfática na política sendo deputado mais votado do nordeste.
            Josué da fome, como foi apelidado levianamente pelos abutres, estava na primeira lista para ser expulso do Brasil no golpe militar de 1964 sob o rotulo de comunista, ficando exilado em Paris até sua morte, “morte de exílio” como Tendler afirmar no documentário “cidadão do mundo”, seu enterro no Rio de janeiro sequer foi fotografado nos jornais, os militares censuraram até a morte desse brasileiro que não era comunista, inclusive era contra a guerra fria e militava o ser humano especificamente a fome.
            Uma semana antes de morrer Castro solicitou seu retorno ao Brasil e foi negada, a nossa pátria mãe gentil foi cruel com seu filho dedicado, me dói saber que esse homem nunca foi um revolucionário comunista, como eu sou, muito menos apoiou a guerra, apenas pensou o mundo e usou a ciência em beneficio do ser humano diferente da maioria dos grandes cientistas, e os militares entreguistas expulsaram não só ele mais outros também, a mente de um país foi lançada fora, afinal a academia e por mais problemas que tenha é a mente de um país, a ditadura e nossa burguesia emburreceu o país em nome do lucro, da repressão e do despotismo das armas, por isso eu como brasileiro me envergonho disso.
            Diante disso quero pedir perdão a Josué de Castro e aos muitos intelectuais e políticos sérios que foram expulsos do país no período militar, os militares não mataram apenas fisicamente mataram um país intelectualmente, que não sejamos tolos para permitir que novamente isso ocorra, Josué morreu sem voltar para sua gente e sofreu com isso, mas quem perdeu foi um país que até hoje não conhece de fato que foi o intelectual, o político, o brasileiro e o pernambucano que olhou para as mazelas do mundo e ouviu o seu clamor. Humanismo é a ideologia do bem estar do homem para o homem e pelo homem, e Castro foi isso, nos perdoe Josué de Castro por termos te privado de sua terra no momento é que eu posso fazer por sua memória.